Eu não vou mentir pra mim nem pra ninguém.
Estou passando por um processo criativo e agora e antes de todo o processo criativo a obsessão pelo tema me corrói de tal forma que fica impossível a uma possivel convivência em sociedade.
Eu bebo de todo o tema.
Eu vivo o tema, eu choro pelo tema. Eu me encaixo exatamente no lugar do tema pra entendê-lo e poder fazê-lo com o minimo de verdade necessário para honrar sua memória.
Meu tema são dois:
Minhas avós e a obra de Jane Austen
Dois temas extremamentes exaustivos emocionalmente.
Somente do sofrimento e do amor pelo tema é que eu posso conseguir criar algo ue de fato fique bom.
E eu não vou sossegar até ele ficar pronto e eu satisfeita com toda a informação.
Estou começando a esboçar os croquis na minha mente após desesperadamente ter vivido dias de louca obsessão pela obra de Jane Austen e pela lembrança de momentos cruciais que honrem a memória das minhas avós.
Olha, entenda que para poder dedicar algo há pessoas tão emocionalmente ligadas a mim; eu preciso estar perfeitamente sincronizada com o que se passava exatamente na vida e na obra de Jane Austen que a fez ser a 2ª pessoa mais importante da literatura inglesa após Shakespeare.
Entenda que eu respiro e sonho com tudo sobre Jane Austen.
Desde de suas aobras, a sua conturbada e breve vida.
As cartas o mistério atrás de Thomas LeFroy que foi sim o maior inspirador de sua obra porque eu posso sentir isso.
Mas entenda a frustração de não poder de fato ter a certeza que Thomas Lefroy foi de fato obrigado a desistir de Jane.
Jane e sua irmã eram tão ligadas que acho engraçado a inteligência de Charlotte ter queimado suas comprometedoras cartas e deicado após dois séculos milhares de fãs em todo o mundo com tanta angústia e frustração.
Isso foi extremamente inteligente.
Inteligente pra magia continuar a assombrar nossos pensamentos e a vontade de voltar 200 anos no tempo para de fato descobrir o que inspirou obras primas como "Orgulho e Preconceito" e "Razão e Sensibilidade" olha pois entender exatamente o processo criativo de um artista requer no mínimo devoção total a sua obra e estudo minucioso sobre seu trabalho deixando que todas as frustrações de sua mente o tomem por inteiro.
E obra tão calorosamente estudada para o fim do meu prório processo criativo apenas pode ser dedicado ás duas mulheres mais velhas que conheço por toda a minha vida e a qual fazem parte da minha particular história, não tão envolvente assim, de identidade criativa: Minhas avós.
As quais eu deixo com saudades por um possivel problema psicológico emocional em lhe dar com possíveis perdas.
Escrevo tudo isso calorosamente, minhas mãos tremem e o medo da reação que tudo isso causa em meu corpo e a curiosidade do porquê é visivelmente em meu comportamento físico e emocional. A exaustão de minha mente é inexplicável, o batimento de meu coração sobe a mil e acreditem sem nenhum tipo de drogas legais ou ilegais.
Somente a força da sensibilidade artistica. Não que eu seja uma. Longe disso, mas o efeito que uma obra causa em uma pessoa que ama a idéia da imaginação ser de fato muito mais importante que a inteligência. Um alguém que sonha um dia conseguir causar um terço da emoção que eu sinto como uma obra me toca assim. Uma aprendiz qualquer, apenas uma amante de arte e de comportamento humano.
Sou incapaz de descrever a importânecia de tudo isso no mundo, não sou digna para tal.
Mas com certeza tentarei traduzir o melhor possível de tudo que lhes escrevo em minhas próprias maneiras e da única maneira que eu "acredito" saber fazer, em roupas.
Peço desculpas por meu comportamento estranho e por possíveis e estranhos comportamentos a todos.
Roberta.mattos
Tuesday, October 14, 2008
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