Wednesday, June 11, 2008

Le Petit Chef

Acho que a maioria das pessoas, que lêem ou que simplesmente caíram neste blog por acaso, puderam perceber que eu sou fã de cinema e tiro deles inspiração, lição e uma nova e contagiante perspectiva.
Infelizmente não me especializei nesta área, mas como uma mera expectadora e amante de toda a forma de arte e sensibilidade me arrisco ao dizer algumas palavras e/ou pensamentos sobre a sétima arte.
Embalado por uma trilha sonora deliciosa ao som de Camille, Ratatouille é um filme adorável.
Uma animação gostosa que nos transporta a um “trés chic” restaurante francês mostrando assim duas artes muito bem retratadas a arte da animação e a gastronomia.
Que delícia foi viajar para a França, Paris com um ratinho fofinho e muito simpático. Apaixonado por comida, por novidade e por sensações.
A paixão pela experiência e pela arte de comer. Experimentar, tentar, satisfazer.
Que delicia é essa mistura infantil/mágica que nos ensina muito mais do que o prazer pela gastronomia e pelo enterterimento. Nos ensina de uma forma deliciosamente metafórica que todo tipo de diferença une-se pela paixão.
E como eu já pratico muito tempo a arte do “não-julgamento” achei o filme a coisa mais fofa e humana do mundo.

Assistam e ouçam Camille. Sempre.
“Lê festin” é uma canção deliciosa que me leva de volta a infância.
Me traz de volta a ingenuidade e me lembra que ainda vale ser bom, sincero com você e sonhador/a.
Mas não pare por aí.
“Pour que l’amour me quitte” é doce e me lembra uma manhã ao abrir a janela e respirar fundo, respirar vida. Em uma viagem qualquer, uma vila qualquer ou simplesmente nos amando e fazendo com que isso seja o suficiente pra você deliciar uma maçã com muito mais prazer e ver que no fundo se entregar a cada momento por mais banal que pareça seja inesquecível.
Sensções.
Viver sensações , presenciar vida.
Tomar o primeiro raio de sol do dia no rosto e deixar que a natureza te aqueça.
Caramba.
Eu gosto muito mais da vida do que pensava.
Eu gosto muito mais de mim do que imaginava.
E isso é simplesmente um exercício diário que devíamos praticar.
O de simplesmente mergulhar no que a vida oferece.
Em tudo.
Coisas impagáveis que nem o Mastercard faz por você.

Agora vou me embalar nesta onda francesa de aproveitar a vida e os sabores e assistir
“Fauteuils d’orchestre” que dizem por aí que deixa Paris ainda mais encantadora.
Seria possível?

Como é bom esquecer das coisas banais da vida pra se entregar ao seus sonhos. Como é bom viver tudo e não se privar de errar.
Sinto muito aos que evitam uma possível derrota em tudo.
Sinto muito aos que não conhecem o verdadeiro prazer de apreciar todos os defeitos humanos e amar cada um deles.

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