Wednesday, March 12, 2008

Diva's Crash

Em um tempo de dias nublados e medo constante, surge no fim do túnel a luz, a diva encantadora na qual habita a palavra esperança.
Ser divino e encantador, em dor. Caminha sobre o asfalto, com seus pés descalços na madrugada triste e traiçoeira. Andando com elegância e determinação ao seu destino, a guerra, a luta e ao início de dias turbulentos, mas vitoriosos.
Olhos abertos, corpo fragilizado pela dor física e emocional, desespero psíquico, mas uma certeza em sua alma: as coisas deveriam mudar. As coisas deveriam deixar de ser destruição para se tornar construção. Construção de um tanque de guerra pronto para se defender, atacar e vencer a qualquer momento.
A vitória é certa. Do cisne doente e lesado, nasceria uma diva. Uma diva que ama mais do que tudo: a real liberdade, não uma liberdade corporal e carnal, mas uma liberdade de espírito, de alma. A libertação da angústia de uma dor profunda e consumidora. E em quanto caminhava naquele asfalto áspero perguntava-se: quem é você ó mulher de olhos tristes e coração enorme. Que deixou se levar por uma falsa alegria? Quem é você, ó mulher, que esqueceu a alegria de acordar pela manhã e sentir os raios do sol te desejando um bom dia e abrançando-a com sua energia e calor? Quem é você que deixou o luar a consumir por inteira fazendo do seu corpo um mero seguidor de seus desejos? Esta, mulher, não é você. A noite o que lhe rendeu?
Rendeu-lhe sangue. E o sangue se espalhou desde o coração aos dedos do pé, mostrando o quão frágil é a loucura e a perda de identidade. Os dias regados a palavras insanamente pronunciadas sem pensar lhe renderam o abandono.
Levante. Siga. Cure os ferimentos e viva intensamente a brisa do mar, o chegar do luar, a vida em que tanto sonhou em levar.
E continuou o seu caminho, determinada a vencer, determinada a mostrar que sabe lutar. Determinada a fazer o mundo a enxergar, nua e crua, sem máscaras ou sombras, a diva que ali há.


Escrevi este texto há um tempo, porém é sempre fortalecedor rever antigos pensamentos e documentos pessoais.
Minha diva agora é um pouc mais alegre ... uma vontade melancólica d eretornar á infância sem deixar de ser mulher ...
E como é difícil ser mulher hoje em dia.
Minha mulher hoje é uma Anna Karina contemporânea ...
Doce e livre.
Mas extremamente sensível e sensata.
Entende?

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